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Aprendendo a ser grata.


Quando você inicia um caminho, por mais que você sempre possua algum tipo de expectativa, é difícil prevê onde pode chegar depois do primeiro passo.
Algumas decisões mudam a sua vida tão radicalmente, que é até estranho pensar em como às coisas eram lá no início do trajeto.
E é tão lindo quando a vida te agracia com pessoas tão especiais e que te ensinam tanto só de estarem presente nela, seja por quanto tempo for.
Eu sou tão grata pelo amor que Deus tem por mim, pela família com à qual Ele me presenteou e pelas oportunidades que Ele também tem me concedido de compartilhar momentos tão bons com pessoas tão especiais.
É como se a cada novo dia eu descobrisse que nada foi em vão e que tudo até aqui está me conduzindo para o caminho que eu devo estar, porque é nele que eu estou aprendendo a viver o que me faz bem e alegre.



You'll be fine!

É assim que tem que ser, essa sensação no peito, essa faísca que surgi incendiando tudo.
Deveria ser sempre assim!

É demais poder sentir isso, e como é bom estar consciente das oportunidades que podem surgir através de uma atitude de ir e tentar conquistar aquilo que você deseja, mesmo que dê um frio na barriga, mesmo com o medo de levar um não ou pior, ser ignorado.

Se eu fosse fazer uma lista das coisas que tenho aprendido ultimamente, essa com certeza seria uma das coisas que estaria lá: Tentar. Você precisa ao menos tentar, se é importante para você, você precisa agir e buscar formas de conseguir o que quer.
Se não der, quem sabe numa próxima. O importante é saber que você aproveitou a chance que teve para alcançar o que precisava.

Muitas vezes a gente desiste antes mesmo de tentar, seja pelos motivos que citei acima, ou por outros.

Quando você se dá a chance de arriscar e tentar apesar de todos os porém, todavia, entretanto, contudo... 
É aí que você permite que as coisas de fato possam acontecer.
Eu sei que isso não é garantia de nada, mas isso já é um começo.
Mostra que você esta aberto para que possa vir a acontecer.

Então, permita-se!

Para inspirar!

Como um daqueles sinais que o Universo se encarrega de colocar bem diante do seu nariz no exato momento que você precisa, assim como o próprio autor menciona no livro, sinais para os quais você deve direcionar a sua atenção, assim  é Eudaimonia.
Você pode relutar, talvez por ainda não estar pronto, contudo em algum momento o que você sente vai ser  mais forte e urgente do que o que você tem se imposto. 
Essas imposições, sejam por medo, cobranças internas e externas, ou o que quer que seja que te impede, em algum momento não serão capazes de reprimir àquilo que realmente te inspira.
Longe de querer te dar uma receita, o livro na verdade expõe através da visão do narrador, exemplos de situações e conflitos pelos quais os personagens, assim como nós passam diariamente, enquanto buscam encontrar um caminho, uma harmonia entre o ser e o ter.
Com traços de humor, perspicácia e a sensibilidade de alguém que já experimentou e superou muitos dos conflitos relatados, o autor se revela e conquista com uma obra inspiradora.

O que se pode comprovar com trechos como estes:

"Você tem que montar uma família quando sente que está pronto pra isso. Não é um simples amontoado de pessoas com o mesmo sangue que faz de uma casa um lar."

"Confie na sabedoria desse Algo maior que nos envolve, embora saibamos muito pouco sobre Algo assim. Se você tem as oportunidades que tem, é simples: aproveite-as. De um jeito bem didático: o Universo não vai ficar puto por você ser grato pelo que tem. E pode ter certeza de que, ao fazer isso, você abrirá portas para muito mais pessoas do que imagina! E elas também seguirão seu exemplo, abrindo outras portas mais."

"O ser humano tem medo de ouvir uma verdade que ele nunca poderá alcançar."







Voltando à viagem

Eu havia chegado há poucas horas, e já queria voltar, conhecer outros lugares.
Foi um mês, que me pareceu um ano e eu ainda nem consigo mensurar todas as implicações no que vai ser daqui para frente.
Entrar naquele avião e sentir que um pedacinho meu estava ficando para trás, junto com as lágrimas que insistiam em rolar.
Não pensei que seria tão doloroso, subestimei o tempo e o que ele pode fazer com a gente.
Me senti frágil, mas devo ser forte e focar no que preciso. 
Me reorganizar, pra continuar e conquistar o que eu desejo.
Eu só não quero perder o que o tempo me ensinou a amar.
Agora, depois de tudo que vivi, me sinto mais capaz de buscar e mais certa do que quero, mesmo sabendo que vou precisar de um tempo ainda por aqui, sinto que estou mais perto...



"A gente não faz ideia de como mudou, até que a mudança já tenha acontecido." Anne Frank


Olhar

E para selar o fim, retorno ao início.
Acordo sem entender, ou será que nem mesmo dormi?
E entre flashes, só consigo sentir, que essa história não termina aqui.
E para interpretar tudo que não foi dito, ainda vai levar um tempo, mas 
a sensação é de que tudo poderia ser expressado por uma canção.
Essa canção!

"Para e olha pra mim
Para e deixa pra lá
Deixa eu entrar em você por algum olhar

Deixa eu gostar de você
Teus medos posso curar
Deixa eu levar tua vida pra outro lugar

Para e olha pra mim
Vê que já basta olhar
Deixa eu plantar um carinho no teu peito inquieto"


Para e olha pra mim - Mallu Magalhães

Minha porta azul

Sabe, ontem eu vi um vídeo publicitário sobre como a porta azul de uma operadora de telefonia celular tinha sido importante na vida de uma pessoa...
No meu caso não foi esta porta azul, mas de alguma forma posso dizer que também tive uma...
e senti que fazia sentido escrever sobre isso e de como foi importante ter a oportunidade de abrir esta porta.
Inclusive, após o vídeo, durante uma conversa com uma colega sobre a plataforma, a viagem entre outras coisas que me trouxeram até aqui, e  mesmo agora, eu vou realizando o quanto essa portas que surgem em nossas vidas podem nos ajudar e transformar de tal forma o rumo das coisas.
É engraçado como uma coisa leva à outra, e a outra e quando você se dá conta muitas coisas aconteceram por causa de uma decisão que parecia pequena no momento, mas que sem a qual você não estaria onde esta hoje.
São essas conexões, que quando você para e pensa, parecem até mágicas.
A verdade é que você pode gostar e se interessar por várias coisas, mas se você não fizer nada à respeito, nada irá acontecer, pois é preciso que você aja em favor do que deseja.
E quando você faz isso, de alguma forma se inicia um ciclo, no qual outras coisas de seu interesse vão se conectando e te permitindo viver e descobrir novas possibilidades.
É como se uma coisa atraísse outra.
No meu caso por exemplo, eu já gostava de inglês, já havia feito um curso mas ainda não é uma coisa que eu tenho domínio, embora é difícil aplicar essa palavra, afinal nem o português que é minha língua materna eu domino.
Quando eu decidi abrir esta porta, eu sabia que um dos pré-requisitos seria este, o que me motivou a voltar a estudar e me envolver mais.
Outras coisas que sempre gostei e que pude explorar um pouco mais durante a viagem foram:
1) Cozinhar, afinal eu iria passar praticamente o mês inteiro no hostel, onde tem uma cozinha e todos os utensílios para isso, não havia porque comer em restaurantes e mesmo porque isso significaria muito mais gasto;
2) Escrever, seja para relatar o que eu estava vivendo aqui ou mesmo como uma forma de organizar meus pensamentos e compreender algumas coisas;
3) Fotografar, mesmo sem ter muita noção do que é certo ou errado, é uma coisa me desperta e aqui eu pude e até precisei fazer. Com toda essa beleza espalhada por toda parte, é difícil conter a vontade de sair fotografando até mesmo as pedras pelo caminho.
E quando eu penso que eu parei pessoas estranhas na praia para pedir se seria possível fotografá-las, expliquei os motivos, contei um pouquinho da minha história e ouvi um pouco sobre às delas. 
Até mesmo num restaurante eu tive essa capacidade, matando de vergonha a colega que estava comigo. É simplesmente inimaginável para a pessoa que eu fui um dia fazer tudo isso.
Não é que eu tenha deixado de ser àquela pessoa, mas ao mesmo tempo é como se eu estivesse um pouco mais livre para me permitir viver de forma diferente do que eu vivi até então.
Porque o que eu sei agora, é que independente da minha timidez, das habilidades que eu não possuo e dos medos que eu ainda tenho, eu sou capaz de superar e conseguir vencer esses limites, sabendo também que para isso eu preciso me permitir tentar e mesmo que dê errado, não me deixar abater e desistir.
Muitas vezes vão acontecer coisas que não são legais, mas outras vezes você vai se surpreender com acontecimentos maravilhosos. É assim que a vida é, e cabe a nós aprender com cada um desses acontecimentos, sejam bons ou não.
Cabe a nós também aproveitar essas conexões para ajudar outras pessoas, compartilhar o que você descobriu que é bom e tem a ver com o outro, é uma forma de transformar a vida dele, a sua e de outras pessoas por aí... Compartilhar o que você sabe, é capaz de te fazer aprender também outras coisas e melhorar a vida de muitos.
Hoje é meu último dia como voluntária aqui no hostel, e eu sei que eu preciso voltar pra casa, mas assim como o dia amanheceu chuvoso, meu coração também amanheceu querendo transbordar em lágrimas.
Não é que eu queira ficar morando aqui (o que não seria uma coisa ruim), mas é que eu sei que tem pessoas que me amam esperando por mim e das quais eu estou morrendo de saudade... Família, to voltando.
E sei ainda que tem muitos outros lugares e pessoas que eu ainda preciso conhecer.
Viajar é tão bom e te possibilita viver e experimentar tantas coisas, que deveria ser uma coisa mais fácil de se fazer... Com a Worldpackers foi mais fácil pra mim e é por isso que a considero a minha grande porta azul, através da qual eu descobri um mundo de possibilidades que me inspira a querer viver mais.


"Somos quem podemos ser

Sonhos que podemos ter" 

Engenheiros do Hawaii

O 15° dia.

Ao buscar uma definição do que é ser voluntária no Paikea Hostel, me recordei daquela que me foi dada pela minha colega de trabalho aqui do hostel, a Fernanda.
Que disse: "Pri, trabalhar aqui é como estar em casa... Você lava, limpa, troca as roupas de cama, retira o lixo e mantém organizado, como você faz em casa".
E ela estava certa ao dizer isso.
O trabalho é bem tranquilo de ser feito, principalmente agora que é baixa temporada por aqui.
Os hóspedes chegam e partem em 2/3 dias, vindos de Porto Alegre, Lajeado e outras cidades do Rio Grande do Sul ou mesmo de Curitiba/PR; para aproveitar os feriados e fins de semana na bela e encantadora Praia do Rosa.
O hostel é acolhedor, com um estilo próprio, tem jardim, tem rede onde você pode deitar e simplesmente se perder olhando para o céu estrelado e a lua cheia.
Pessoas, pensem num lugar lindo. Pensaram?!
Agora olhem para as fotos abaixo. 










Olharam?!
Então, isso ainda é pouco para demonstrar a beleza deste lugar.
Como me disseram dia desses..."Deus olhou duas vezes pra cá".
E é a mais pura verdade, suspeito que talvez tenha olhado até mais vezes.
Enquanto estou aqui na varanda sentada escrevendo, o sol ainda brilha e o vento sopra intensamente deixando um clima perfeitamente equilibrado. 
Já se encantaram num é mesmo?
E isso é porque eu ainda nem contei que para ir até a praia eu faço uma caminhada de aproximadamente 30 minutos cercada por uma paisagem fantástica com muito verde e muitas flores.
E as casinhas?! Sim, porque aqui você não encontra prédios, muitas são feitas de madeira, que são um charme.
As pessoas são educadas, simpáticas e atenciosas e têm esse sotaque super carregado que é bem interessante.
Descobri logo que aqui é um grande refúgio de Gaúchos e Argentinos, mas penso que até aí não é surpresa, devido à proximidade territorial.
Surpresa mesmo para mim foi cruzar com uma Japonesa no mercado.
E não foram os olhinhos puxados dela que me fizeram chegar a esta conclusão, mas sim o seu sotaque diferente ao falar.
O legal mesmo foi quando eu estava na fila do caixa e o cara logo atrás gritou "Yoko" e então eles iniciaram um diálogo em Japonês.
Para muitos tudo o que eu disse até então pode parecer besteira, que estou deslumbrada.
Contudo pra mim, que me escondo lá onde Judas perdeu as botas, tudo isso aqui têm um significado diferente e especial.
É um misto de paz e querer bem.
E eu sei que nos primeiros dias eu me senti um pouco perdida, estranha, sei lá, afinal é um lugar novo com pessoas diferentes.
Eu realmente fiquei incomodada por me sentir assim. 
Entretanto agora eu sei que faz parte do processo. 
Por eu ser quem eu sou, pelo que eu estou vivendo aqui, pelas oportunidades que eu tenho tido, por eu estar buscando viver aquilo que me interessa e sobretudo tentando aprender mais sobre o mundo, as pessoas e sobre esse ser que eu estou me tornando.
O que me lembra uma frase que eu vi dia desses...
"Não sei para onde vou, mas estou a caminho". (Carl Sagan) 
E na maioria das vezes a grande verdade é essa, você pode até supor, ter uma direção, mas na verdade não dá para saber exatamente onde isso tudo vai dar.
E o mais importante é não deixar de caminhar. A direção você pode ir decidindo durante o trajeto, afinal as mudanças são fonte de energia para corpo, alma e espírito.
A decisão de me tornar uma Worldpacker foi tomada na esperança de viver uma experiência diferente.
E embora o meu tempo aqui ainda não tenha acabado, eu posso dizer que eu consegui.
A minha esperança agora é permanecer uma Worldpacker e continuar aprendendo com isso.





Falta

Uma semana se passou e eu me sinto meio perdida aqui.
Não sei se isso é normal. Não deveria!?
Eu sei que eu deveria fazer algo à respeito, mas não sei bem por onde começar.
É verdade, aqui parece mesmo o paraíso, todo esse verde, todo esse mar, mas sinto que falta algo.
E as vezes me sinto culpada por me sentir assim, por não conseguir aproveitar tudo como devia.
Me culpo, me culpe!
Mas não tem que ser um dever, num é verdade?!
Se for assim, não vale.
Antes de chegar, eu estava super ansiosa.
Agora que chegou, me enlouquece a ideia de não conseguir.
Sabe o que é estranho, eu não quero voltar, contudo  também não desejo permanecer mais que o tempo necessário.
Que fazer?!
Eu não sei o que eu esperava, o que eu espero...
Essa minha inconstância acaba comigo.
É totalmente insano ser assim.
Alguém pode compreender?
Não me entenda mal, me sinto grata por estar aqui, mas ali juntinho com a gratidão tem algo, que ainda não sei definir direito.


"O desejo não é a satisfação, o desejo é a ausência.
O que me move não é o que eu tenho, o que me move é o que eu não tenho.
O que nos move como pessoas, não é o que nós já alcançamos, 
é o que ainda não temos que nos move.
Há sempre alguma coisa que mereça o nosso empenho.
É essa busca que nos mantém vivos."
Pe. Fábio de Melo

As primeiras horas

Minha viagem teria início em poucos minutos, enquanto aguardava sozinha na rodoviária, eu pensava: O que mesmo que eu estou fazendo?
Algumas lembranças começaram a preencher minha mente, o passado e essa mania besta de querer ser presente.
Logo um conhecido chegou, começamos a falar da vida, as mudanças recentes na dele, que como ele mesmo disse vieram para fazê-lo amadurecer.
De fato acho que é isso, mudanças normalmente tem esse efeito sobre nós.
Foi uma viagem tranquila, passei a maior parte dormindo, e quando o dia amanhecia cheguei ao primeiro destino.
Apesar da hora, o aeroporto já estava bem movimentado. Depois de suprir as minhas necessidades básicas, me acomodei em uma cadeira e me dediquei a leitura, afinal a espera seria um pouco longa.
O primeiro voo passou bem rápido, a única coisa diferente foi um cara que mandava mensagens de voz pelo WhatsApp reclamando sobre a prestação de serviço da empresa aérea. 
Ele me recordou aqueles críticos de restaurante que já vi algumas vezes em filmes. 
Foi um pouco engraçado quando o comissário deixou um copo cair justamente próximo à poltrona dele.
Mas até aí, eu nem imaginava o que iria me acontecer.
No segundo voo, a minha poltrona era a última do avião, e eu me sentei ao lado de uma moça e sua filha. Ela parecia um pouco ansiosa e logo começamos a conversar, meu livro desta vez não seria minha companhia.
Uma história surpreendente, a jovem estava indo dizer adeus a uma amiga que havia falecido durante uma cirurgia por causa de um aneurisma recém descoberto.
Logo eu, que nunca sei como agir ou o que dizer nesses momentos, me via ali totalmente impotente diante da dor daquela desconhecida.
Eu fui perguntando e ela me contando sobre a amiga, como se conheceram, como eram na escola, quão boa e especial ela era,..
Conversamos ainda sobre a fragilidade da vida, de como não sabemos valorizar o que temos, as pessoas que amamos e o tempo que temos com elas. Ou como podemos nos prender a bobagens como orgulho, medo entre outros e deixar de fazer ou dizer o que queremos.
Me sinto grata por ela ter compartilhado sua história e sua dor comigo e pelas palavras que ela me disse. 
Eu queria ter podido fazer mais por ela, mas naquele momento o que eu poderia era ouvir. Então foi o que eu fiz. Quem sabe assim, o tempo passaria mais rápido e ela logo poderia reencontrar a sua amiga e dizer aquele adeus. 
Eu sei que a dor dela ainda é forte, e sinto que aos poucos ela vai conseguir se restabelecer, contudo aquela amiga será sempre uma saudade em seu coração.
Tudo isso me fez questionar tantas coisas e sentir que as vezes essa saudade não vem apenas de uma perda gerada pela morte física, mas também de um distanciamento, ainda em vida, em virtude das escolhas e dos caminhos que tomamos. 
Algumas vezes essa saudade pode ser inclusive de si mesmo, como um sinal de que você precisa se reconectar com o que te faz bem.
Penso que é isso que eu estou fazendo aqui, tentando me reconectar comigo mesma. Tentando entender o que eu quero, o que me faz bem e o porque eu me levanto todos os dias. 

VOLTANDO UM POUQUINHO NA HISTÓRIA...


As motivações e os porquês
 
Minhas inquietações, o medo de não viver o que eu sempre quis e que até então não o fiz. Coisas que até mesmo eu desconheço.
A possibilidade de ser mais, de vencer minhas limitações, de libertar a Priscila que vive presa pela ansiedade e as expectativas.
É tudo que eu vivi até agora e o que ainda não consegui.
É essa sensação que sempre me acompanha e me diz que deve haver muito mais, mas que não vai ser aqui onde estou que as coisas vão acontecer.
É a impressão de não estar vivendo. Não de verdade.
Não se sentir confortável na sua própria vida.
As coisas não devem ser assim.
Por outro lado como é difícil sair dessa redoma, encontrar um caminho que te leve para onde você quer e precisa estar.
A minha história com viagens não é tão ampla como eu gostaria, mas começou há tempos, quando eu ainda nem sabia o que era e o que isso se tornaria pra mim.
A primeira que me recordo, eu tinha 6 anos e peguei um ônibus com a minha avó em direção a Rondônia, 3 dias de estrada. E esse mesmo caminho se repetiu por outras 3 vezes.
Com a volta dos meus tios para Minas, minhas viagens se resumiram a visitar a minha mãe nos fins de semana em uma cidade vizinha.
Minha primeira viagem sem alguém da família foi para Porto Seguro com a turma do 3° ano, comemorando a conclusão do Ensino Médio.
A primeira vez que vi o mar, ainda me recordo da sensação, tudo parecia infinito.
Foi uma semana incrível, e eu sabia que um dia eu iria retornar àquele lugar.
E foi assim, 8 anos depois, meu 1° emprego de verdade e o destino das minhas férias foi novamente Porto.
Uma semana memorável, onde pude viver a experiência incrível de voar de paraglider.
Minha amiga Patrícia estava comigo durante esta viagem e foi dela que surgiu a ideia de fazer o mochilão no ano seguinte.
Desde então não consigo deixar de pensar sobre viagens, ler a respeito e sonhar com o dia em que eu irei finalmente descobrir o mundo.
O Worldpackers surgiu na minha vida em março de 2014, há um ano, quando eu estava as voltas com o planejamento do mochilão. Na verdade eu já estava com as passagens compras.
Durante uma das visitas  diárias no grupo dos Mochileiros no Face, vi um post sobre a plataforma e logo fui conhecer e fazer meu cadastro.
Parecia uma oportunidade incrível e ali mesmo já comecei a pensar que em 2015 a minha viagem seria através do Worldpackers.
E assim esta se cumprindo uma espécie de promessa que me fiz naquele momento.
Muitas coisas aconteceram nesse período, muitas mudanças bem significativas, inesperadas e até um pouco dolorosas. Contudo a vontade de viajar, de viver essa experiência proposta pela plataforma, na qual mais do que colecionar fotos de pontos turístico, você pode conquistar momentos, conhecer outras histórias, aprender e se transformar num exemplar melhor de si mesmo me conquistou totalmente.
Era como se eu tivesse encontrado a chave para a porta que há tempos eu tentava abrir.
E agora estou aqui, começando a viver a minha primeira experiência como uma worldpaker.
Depois de acompanhar tantas histórias, finalmente chegou a minha vez.

O COMEÇO

A maior aventura da minha vida começa hoje.
Esta será a primeira vez que viajarei totalmente só, para um lugar que ainda não conheço nada, nem ninguém.
Durantes as minhas viagens de férias em 2013 e 2014 eu tive a companhia de uma amiga, mas esta será uma jornada pessoal. 
Meu destino é a Praia do Rosa, no Estado de Santa Catarina e estou indo como voluntária através da Plataforma Worldpackers.
Para quem não conhece, trata-se de uma comunidade que conecta host e voluntário. 
Você usa suas habilidades para ajudar o hostel durante algumas horas por dia e em retorno você tem hospedagem.
Para saber um pouco mais, basta acessar www.worldpackers.com.
Nos anos anteriores não postei nada aqui sobre o assunto, contudo agora sinto que pode ser uma boa ideia.

Bem, por enquanto é isso.  

:D



"Devemos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos para poder viver a vida que nos espera." Joseph Campbell